segunda-feira, 29 de setembro de 2014

10 dicas de como organizar brinquedos de crianças

Profissionais de organização dão dicas de como guardar os brinquedos dos filhos pequenos

O dia das crianças se aproxima e, para ajudá-lo a diminuir a bagunça das crianças, conversamos com duas profissionais de organização e lhes pedimos dicas de como organizar os brinquedos. Nossas consultoras foram a personal organizer Rafaela Oliveira, do blog Organize sem Frescuras, e a organizadora Cristina Papazian, do Organize assim. O resultado foi um decálogo da organização.
Dica 1: Separe tudo antes de começar
Antes de começar a organização dos brinquedos, separe-os em três categorias: (1) brinquedos não usados e fora da faixa etária da criança; (2) brinquedos quebrados, faltando peças; (3) brinquedos para guardar. “Os brinquedos não usados e fora da faixa etária podem ser doados. Os brinquedos da categoria 2 vão para o lixo reciclável e os da 3 serão organizados pelo tipo de brinquedo”, ensina a consultora Rafaela Oliveira, do blog Organize sem Frescuras.
Divulgação
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Dica 2: invista no transparente
Depois de todos os brinquedos separados, chegou a hora da organização. Seguem algumas dicas eficientes para manter o ambiente sempre em ordem. Uma das dicas é investir em caixas transparentes. Elas facilitam e harmonizam a organização, além de tornarem os brinquedos mais atraentes e facilitarem na hora de as crianças acharem o que querem brincar.
Dica 3: use e abuse dos recipientes
Para a criança achar fácil seu brinquedo, separe por cor do recipiente, isso ajuda muito na hora de guardar também. “É importante unificar a cor e o formato das caixas (preferência da mesma marca para ficar com o mesmo formato). Isso torna a decoração uniforme”, sugere Cristina Papazian. Na hora de organizar, também podem ser usados potinhos de sorvete, vasinhos de flor, etc.
Dica 4: faça das prateleiras suas amigas
Se tiver prateleiras no quarto, organize cada uma delas, usando caixas com identificação e separe pelo tipo de brinquedos (de montar, carrinhos, bonecas, bichos pelúcia etc.). “Se não tiver prateleiras e o quarto for de menino, skates podem se transformar em prateleiras super descoladas e a meninada adora”, diz a consultora Rafaela Oliveira.
Dica 5: não misture os brinquedos dos seus filhos
Se seus filhos compartilham o mesmo quarto, o melhor é organizar separadamente as coisas de cada um. Use prateleiras e gavetas mais baixas para os menores e as mais altas para os maiores. Se seu filho for muito pequeno, é preferível manter os brinquedos em lugar conveniente para você pegar e guardar. “Aproveite o espaço existente embaixo da cama para guardar brinquedos pequenos ou o que quiser”, indica a consultora Rafaela Oliveira.
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Dica 6: soluções criativas, como ganchos, podem quebrar galhos
“Se o quarto for pequeno, uma ideia ótima de aproveitar o espaço e ainda deixar a decoração divertida são os ganchos. Instale alguns ganchos na parede e pendure pequenos baldinhos para guardar lápis, miudezas, entre outros itens”, afirma a consultora Rafaela Oliveira.
Dica 7: envolva as crianças na organização
“É importante que as crianças estejam envolvidas na organização. Assim, elas já veem como é importante deixar os brinquedos arrumados e ficam mais conscientes”, defende a organizadora Cristina Papazian. Rafaela Oliveira compartilha da mesma opinião: “para criar excelentes hábitos de organização, envolva as crianças na tarefa desde cedo. Você pode tornar esta tarefa muito divertida: destine uma caixa colorida para cada um de seus filhos, de preferência grande o bastante para receber brinquedos. Quando as caixas estiverem cheias, ajude-os a separar e guardar tudo quanto for possível.”
Dica 8: não deixe tudo acessível às crianças
Só deixe em locais acessíveis às crianças, como as partes inferiores de prateleiras, o que as crianças ainda brincam. “Aquilo a que a criança não pode ter acesso com frequência vai para as prateleiras mais altas. Mais perto dela é o que ela consegue interagir e o que você quer que ela brinque com tranquilidade”, defende a consultora Cristina Papazian.
Dica 9: Limpe tudo antes de guardar
Organizar é importante, mas manter tudo limpo também é essencial. “De vez em quando, pode-se limpar os brinquedos com vinagre, que é um bactericida natural: a criança não vai se infectar e não é inflamável”, sugere a consultora Cristina Papazian.
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Dica 10: inspire-se em exemplos bem-sucedidos
Para ajudar nas dicas, a consultora Rafaela Oliveira apresenta até os brinquedos da própria filha. “Esse é o quarto que minha filha brinca em casa. O que facilita na hora de brincar é o uso dos recipientes para guardar os brinquedos. Cada caixa tem uma categoria de brinquedo, por exemplo: na caixa rosa claro há bonecas; na rosa escuro, fantoches; na vermelha, bichinhos de pelúcia. Nas caixas da parte superior, ficam os itens que ela brinca menos, como massinhas, giz de quadro, etc. Nos nichos da parede, ficam os DVDs de filminhos e, embaixo do mezanino, ficam os recipientes de madeira com rodízio, acrílico transparente e cestos para guardar mais brinquedos”, descreve.
Fonte: Casa Abril

domingo, 28 de setembro de 2014

O papel dos pais na lição de casa dos filhos

Um longo estudo realizado na Universidade do Texas (EUA) observou os efeitos do envolvimento dos pais na vida acadêmica dos filhos. Após três décadas de pesquisa e rastreamento de mais de 60 tipos de relação parental na educação, de ajuda com o dever de casa até a realização de trabalho voluntário na escola, cientistas descobriram que – sim, acredite! – alguns tipos de participação, incluindo ajudar com a lição, na verdade puxam o desempenho para baixo. Para a autora do estudo, Keith Robinson, isso está relacionado ao fato de que muitos pais se esquecem – ou nunca entendem completamente – aquilo que a criança está aprendendo e acabam confundindo a cabeça do filho. Abaixo, você confere alguns conselhos para não cair no mesmo erro:

Cuidado com o que fala
A forma como o adulto percebe a lição de casa pode influenciar a relação da criança com a tarefa. Se você fala algo do tipo “termine logo esse dever para a gente sair”, a criança vai introjetar a informação de que aquilo é uma obrigação chata. Perceba como o seu filho enxerga aquela tarefa, se tem dificuldades ou dúvidas, se está se esforçando para terminar. A partir daí, tente ajudá-lo em seus pontos fortes, sempre explicando que a lição de casa é muito importante para ajudá-lo a entender o conteúdo aprendido.
Fique com ela, mas não o tempo todo
Demonstrar interesse pelo dia a dia escolar da criança e apoiá-la no momento da lição dará mais segurança para que ela realize as atividades. A ajuda, porém, deve ser dosada. Ficar o tempo todo ao lado dela pode fazer com que se sinta pressionada. Sente-se ao lado do seu filho, leia o enunciado e veja se ele está confiante para fazer a lição. Depois disso, saia de perto para que ele possa fazer com calma. Só não deixe de ficar próximo o suficiente para que ele encontre você no caso de alguma dúvida.
Não faça nada no lugar dela
Por mais ajuda que você queira dar, tome cuidado para não impedir que a criança se apodere de seu papel de estudante. Caso contrário, ela vai aprender que os pais sempre podem resolver as coisas por ela. Além disso, a professora não vai ter noção da evolução da criança.
Cuidado com as cobranças
Um pai que assume postura exigente pode criar traumas, frustração e ansiedade. Respeite o ritmo do seu filho e não se esqueça de que você está no papel de pai e não de professor. Uma atitude intransigente em relação à lição de casa pode fazer com que ele tenha dificuldade de distinguir esses dois papéis.

Erro? Não corrija
Já diz o ditado que é por meio dos erros que se chega ao acerto. Isso quer dizer que, se você perceber que seu filho errou uma palavra ou a resposta do exercício, o melhor que pode fazer por ele é dar elementos para a reflexão. Qual você acha que é a resposta certa? Você pesquisou em seu material? Acha que o que você fez está correto? Esses são alguns exemplos de frases que podem ser usadas nesse momento. Se o seu filho não conseguir perceber o erro, fique tranquilo. É papel do professor auxiliá-lo com a correção.
Fonte: Revista Crescer

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Como ensinar a seu filho que ler é um prazer

Dicas para incentivar seu filho a ler todos os dias e, assim, ter amor pelos livros

Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. "Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores", diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP). 

A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.

Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children's Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda. 

Fonte: Educar para Crescer


terça-feira, 16 de setembro de 2014

7 dicas para criar um filho responsável

É preciso ensinar o filho a ter responsabilidades desde cedo

Depois de brincar, os pais devem orientar os filhos a guardar e organizar seus brinquedos

O quarto do seu filho é uma bagunça sem fim? Ele vive perdendo os materiais escolares ou quebrando seus brinquedos? Não ajuda em nada em casa, nem mesmo a colocar a mesa para o jantar? Se você respondeu "sim" a essas perguntas, então está na hora de refletir sobre a importância de ensinar seu filho a ter responsabilidades. Essa é uma tarefa que compete principalmente aos pais - não deve ser delegada exclusivamente à escola - e que começa bem cedo.

"Por volta dos 2 anos, a criança já começa a ter compreensão suficiente para aprender a cuidar daquilo que é seu. Quando ela termina de brincar, por exemplo, os pais podem ensiná-la aos poucos a guardar seus brinquedos", diz Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo. Veja a seguir as dicas dos especialistas para que seu filho cresça responsável.















Fonte: Educar para crescer


domingo, 14 de setembro de 2014

Qual será a altura do seu filho quando ele crescer?

Fórmula ensina a fazer um cálculo aproximado

Nos anos 60, o pediatra britânico James Mourilyan Tanner ficou famoso ao criar uma fórmula para estimar a altura final da criança na vida adulta, que ficou conhecida como fórmula de Tanner. O cálculo é feito da seguinte forma: soma-se a altura do pai com a altura da mãe e divide-se o valor obtido por dois. Se for menino, soma-se 6,5 centímetros ao resultado – no caso das meninas, é o contrário, deve-se subtrair 6,5 centímetros.

Para Lea Diamant, endocrinologista infantil do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), uma maneira mais eficaz de saber se a criança será alta ou baixa é o acompanhamento da curva de crescimento da mesma. “Se a média é 50, por exemplo, e ela tem a idade óssea (maturação dos ossos analisada por meio de raio-X) adequada, provavelmente será um adulto na faixa do percentil 50”, explica. Isso porque, além da influência genética, há outros fatores que influenciam a altura de um indivíduo na vida adulta.

Na gravidez e nos primeiros anos de vida, o principal deles é a nutrição. Prematuros tendem a nascer menores e mais baixos, mas costumam alcançar a altura dos nascidos a termo por volta dos 2 anos de idade. Em alguns casos, eles podem continuar sendo os menores da turma por mais tempo, sem que isso reflita qualquer problema de saúde. Doenças com impacto negativo na alimentação, como intolerância ao glúten ou à proteína do leite, também podem atrapalhar o crescimento caso não sejam diagnosticadas precocemente.
Mais tarde, o que conta são os hormônios. Nesse contexto, a idade em que a criança vai entrar na puberdade – que no sexo masculino acontece mais tarde, entre 9 e 14 anos – é marcante. “E essa data não tem como prever na primeira infância, assim sendo, a fórmula é apenas especulação”, explica a pediatra. A obesidade também pode inteferir na estatura final do seu filho, uma vez que a doença antecipa a entrada na puberdade. A explicação está relacionada ao alto índice de leptina (hormônio produzido pelo tecido gorduroso). “Ele induz o hipotálamo (região do cérebro que regula diversos processos metabólicos) a acreditar que a criança já tem massa corpórea o suficiente para passar para essa fase”, completa.

Outra característica importante que pode acelerar o processo é a raça – os afro-descendentes, por exemplo, atingem a puberdade mais cedo. E como a população brasileira é bastante miscigenada (ou seja, mesmo pessoas brancas podem ter os tais genes), o fenômeno não surpreende os médicos daqui.

A prática de esportes, ao contrário do que se imagina, não torna as pessoas mais altas ou mais baixas. Ela pode influenciar negativamente a estatura final apenas se for em excesso. No entanto, ter um estilo de vida saudável, obviamente, é importante para evitar a obesidade e, por consequência, a entrada precoce na puberdade. Mais um motivo para evitar comparações (qual o problema em ser o baixinho da família?) e focar na saúde e no bem-estar do seu filho.
Fonte: Revista Crescer


sábado, 13 de setembro de 2014

7 coisas que você nunca deve dizer ao seu filho na hora das refeições

Muitas dessas frases funcionam a curto prazo, mas podem criar traumas alimentares que se estendem por um bom tempo. Descubra se você fala alguma delas e veja como substituí-las corretamente.

Você tenta, tenta e tenta e não adianta, seu filho vira a cara para qualquer pedaço de alimento que tenha a cor verde, amarelo ou laranja. Aí você invoca toda e qualquer paciência para explicar por que é importante que ele se alimente bem...e nada. E é aí, nesses momentos mais desgastantes, que você recorre às frases de efeito ou até pequenas ameaças. Mas será que só porque deu certo significa que é bom? A resposta é não!

Um estudo feito pelo departamento de psicologia da PUCRS decidiu entender como se forma o comportamento alimentar das crianças. Uma das conclusões foi que 96% dos pais davam ordem para conduzir a alimentação, o que favorecia o comportamento de oposição dos pequenos. “Se os pais forçam ou impõem algum alimento, a criança começa a associar àquele momento com pressão e aquela comida pode ficar para sempre marcada como uma coisa ruim”, explica a nutricionista Ligia dos Santos, do Hospital São Camilo (SP).

Para ajudar você a fugir dessas armadilhas que podem comprometer o paladar o seu filho, selecionamos algumas das frases mais faladas pelos pais na hora da refeição, mostramos por que elas nem sempre são bem-vindas e qual a melhor forma de lidar com a situação. Confira:
“Você só vai sair da mesa se comer tudo o que está no prato”

Não há nada mais prazeroso para os pais do que ver o filho comer tudo o que preparou para ele. Dá mesmo uma sensação de ‘dever cumprido’. Mas será que a quantidade que você colocou no prato é mesmo compatível às necessidades dele? “Os pais costumam fazer o prato de acordo com o que eles acham que é uma boa quantidade, só que essa estratégia pode prejudicar o controle da fome e saciedade e, a longo prazo, levar ao sobrepeso”, ensina Ligia. Quando o pai diz “come tudo”, ele está basicamente dizendo que aquilo que o filho sente não é relevante. Lembre-se de que as necessidades calóricas das crianças são menores do que a nossa. Isso significa que se o seu filho tomou um suco antes do almoço, pode ser que hoje ele não queira comer a mesma quantidade de ontem. O ideal é sempre confiar na criança quando disser que está satisfeita, sem forçar ou empurrar mais comida.
“Coma as verduras ou não nada de sobremesa..."
...ou “se você se comportar na casa da vovó amanhã, poderá comer bolo”. Esse tipo de barganha não é legal pelo simples fato de que alimentação não pode ser vista como recompensa ou punição. Ela não pode pensar que precisa passar pelo fardo de se comportar ou de comer alface só para ganhar a guloseima, que vai ser sempre vista como recompensa. “Essa estratégia pode ter um efeito imediato, mas é danosa para o desenvolvimento do paladar da criança e pode criar traumas que se estendem para a adolescência e vida adulta”, ensina a nutricionista. É só pensar quantas vezes você já soube de alguém que detesta banana, por exemplo, porque a mãe empurrava na infância. O melhor é explicar que as verduras são importante fonte de vitaminas, que elas o ajudarão a crescer de forma mais saudável e por aí vai...
“Seu irmão (ou primo, amigo, vizinho...) está comendo direitinho. Você devia aprender com ele”

Muitas pesquisas já mostraram que as crianças regulam certas atitudes com base no comportamento de semelhantes. Se o amigo come muita verdura, ele está vendo e pode ser até que faça algo parecido, mas você não precisa pontuar essas diferenças. A especialista observa que não se deve colocar a criança num contexto de inferioridade, mas ir na direção contrária, como reforçar que ela também é capaz de experimentar novos sabores. “Lembre-se de que os pais são os primeiros exemplos. Não adianta ficar só no discurso, é preciso mostrar para o seu filho que você também está comendo vegetais. A interação da família é muito importante na hora das refeições”, ressalta Ligia.
“Não coma. Faz mal!” ou “Coma, faz bem!”
A nutricionista infantil Daniela Fagioli, da Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN), explica que essas frases só funcionam se vierem associadas a algo concreto. “Se a mãe disser ‘Coma alface para seu intestino funcionar bem’ é menos eficiente do que dizer ‘Se você comer a salada, a barriga não vai doer na hora de ir ao banheiro’. O ideal é sempre explicar tudo para a criança e associar a algo que esteja mais próximo dela, que ela entenda melhor”, diz.
“O que você quer que eu cozinhe para você hoje?”

Essa frase é especialmente ruim se for dita depois de um nariz torto ou careta para o que já está no prato em cima da mesa. Isso porque seu filho vai achar que tem domínio da situação e pode ser que ele use isso para testar seu próprio poder. Com a escolha nas mãos, ela sempre vai tender para algo de mastigação mais fácil e paladar agradável, como macarrão ou bife com batata frita. Para que isso não aconteça, Daniela ensina que os pais precisam se manter firmes para dizer que neste momento a refeição é aquela e pronto. E, claro, da outra vez tentar fazer a mesma cenoura da salada, só que cozida. “A criança precisa ter contato com o mesmo alimento por mais ou menos 12 vezes até ela dizer que realmente não gosta”, explica a nutricionista. Portanto, firmeza, paciência e persistência são as palavras de ordem aqui.
“Olha o aviãozinho”

Essa frase é tão exaustivamente usada que se tornou um clichê para a hora da alimentação infantil. No entanto, ela carrega um problema sério. Ao transformar a hora da refeição em uma brincadeira, a criança deixa de prestar atenção no alimento para focar na gracinha. E, como explica Daniela, é fundamental que a criança entenda que o momento da alimentação é importante e pode ser muito prazeroso, desde que ela preste atenção no gosto, no cheiro, textura e formato dos alimentos do prato.
”Você pode almoçar vendo televisão desde que coma tudo”

E, muitas vezes, as crianças nem precisam levar seus pratos até a sala para assistir à televisão, já que, em muitas casas, o aparelho também fica na cozinha. Porém, o problema é o mesmo do ‘aviãozinho’. “Se ela perde o foco da alimentação, vai comer sem prestar atenção e isso pode enveredar para dois caminhos opostos: desnutrição e obesidade, já que ela não tem controle sobre a forma como está comendo e sobre o que o seu corpo está lhe dizendo”, afirma a nutricionista da ASBRAM. A dica aqui é sempre fazer todas as refeições na mesa, afinal, além de tudo, é um momento divertido e que desperta a comunhão da família.
Fonte: Revista Crescer