sábado, 25 de outubro de 2014

FANTASIAS PARA BEBÊS – HALLOWEEN CHEIO DE FOFURAS

O halloween é uma data bastante democrática – é divertida tanto para os adultos que gostam de caprichar nas fantasias, quanto para as crianças, que aproveitam sendo elas mesmas. Quando o assunto é fantasiar bebês, a diversão também é garantida para os pequenos e para os grandões, que morrem de fofura com as mini fantasias.

Bebês têm a grande vantagem de não precisar de muita coisa para ficar ainda mais fofos. Só com um macacão de bichinho, seja ele um ursinho, um pinguin ou uma oncinha, eles já estão fantasiados e exalando doçura. Entretanto, para quem realmente se compromete com o espírito do Halloween e gosta de investir em fantasias mais arrojadas, ideias é o que não faltam.

Para as princesinhas do papai, uma bonequinha de corda é um clássico original e lindo, assim como uma pequena sereia de verdade. Já para os meninos a veia humorística pode falar mais alto com personagens de filmes, como o Homem Marshmallow, Harry Potter e até mesmo o Mestre Yoda.

Confira abaixo algumas sugestões de fantasias para bebês:




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Coisas que as mães dizem

Às vezes as mães dizem coisas surpreendentes. Mas, aqui estão 10 coisas que uma mãe DEVE dizer a seus filhos todos os dias.


Nós todas já passamos por isso - paramos no meio da frase, porque ouvimos as palavras de nossa mãe saindo de nossa boca. Também meneamos nossa cabeça depois de frases como "Podem parar de jogar a culpa nos outros neste instante," serem faladas. Como mãe, tem um monte de frases que eu termino com "Nunca pensei que eu diria isso".

Em um vídeo bastante visto em inglês, a mãe e comediante Anita Renfroe dá uma versão divertida de coisas que as mães vivem dizendo. Muitas vão soar familiares. Às vezes, as mães dizem as coisas mais inacreditáveis.

Mas, independente das coisas surpreendentes que as mães dizem, aqui estão 10 coisas que toda mãe deve dizer a seus filhos todos os dias.

1. Eu te amo

Seu filho vai enfrentar concorrência e crítica a cada dia. É bom ele saber que há alguém do seu lado. Junto com os sucessos haverá falhas. Seu filho precisa saber que há alguém que o ama mesmo assim.

2. Coma algo saudável

Da escola ao esporte ou ao parque, o seu filho vai queimar muitas calorias. É difícil enfrentar o dia sem algum combustível bom e saudável. Maus hábitos alimentares causam falta de energia, dificuldades de concentração e podem contribuir para alguns problemas de saúde graves. Assim é importante dizer não à comida lixo. Não basta dizer, dê o bom exemplo comendo seus legumes também.

3. Ótimo trabalho

Você não adora quando seu chefe lhe mostra que seu trabalho tem valor? Assim é também com seus filhos. Sendo mãe, você é o chefe. Tire algum tempo para reconhecer as coisas boas que seus filhos fazem.

4. Seja agradável

Tantos problemas no mundo poderiam desaparecer magicamente se todos seguissem a regra de ouro. Ensine seus filhos a serem altruístas. Ensine-os a dar uma mão para ajudar aqueles em necessidade. Ensine-os a controlar sua raiva e frustrações. Diga-lhes para sorrir. Diga-lhes para que "Sejam pessoas agradáveis."

5. Que boa ideia!

Os pais não têm uma loja que venda boas ideias. Ouça os seus filhos e você vai se surpreender com as grandes soluções que podem vir deles. Quando a criança tem uma boa ideia, incentive-a. O reforço positivo vai encorajá-la a ser criativa e compartilhar mais ideias boas no futuro.

6. Mãos à obra

Ensine seus filhos a trabalhar duro, e eles estarão um passo à frente dos outros de sua idade. Por trás de cada história de sucesso que você ouvir, encontrará por trás muito trabalho diligente. Se você quer preparar seus filhos para a vida e para sair da barra da sua saia, eles realmente precisam saber como fazer as coisas por si mesmos. Eles vão precisar de algum tipo de formação profissional e de mostrar capacidade de forma consistente para um trabalho. Tudo isso requer algum esforço de sua parte.

7. Você é muito engraçado!

As crianças gostam de saber que trazem alegria à sua vida. Seu filho gosta de ver seu rosto se iluminar quando você fala com ele. Então, ria de todas as piadas - mesmo as sem graça. Deixe o seu filho saber que ele é um ponto brilhante do seu dia.

8. Que tal um abraço?

Nunca subestime a importância do contato físico. Dê aos seus filhos um abraço todos os dias. Abrace seu filho quando ele tiver um dia difícil e precisar de um, ou apenas abrace, sem motivo. Além disso, peça um abraço quando você precisar de um. Ele vai se sentir bem sabendo que pode fazer alguma coisa para ajudá-la a ter um dia melhor.

9. Não se esqueça

Seu lanche, o trabalho escolar, de ser gentil, de onde você veio, para onde você quer ir na vida e que eu te amo.

10. Seja você mesmo

Com todos os amigos, professores e os meios de comunicação tentando moldar seus filhos em uma determinada imagem, dê-lhes a sua permissão para serem eles mesmos. Ele não tem que usar certo tipo de sapatos. Ela não tem que usar o cabelo de uma determinada maneira. Ela pode não gostar de qualquer assunto na escola, e ele pode tirar fora toda a cobertura da sua pizza. Diga ao seu filho: "Você não é mais estranho do que qualquer outra pessoa e você é ótimo do jeito que você é."

Fonte: Família.com.br



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

5 dicas para ter um bom relacionamento com a babá do seu filho

Combinar as regras previamente e manter contato constante com ela são formas de evitar atritos


É nesse momento que você deve combinar também quais são as tarefas da babá. Lembre-se de ouvi-la: pode ser que ela não se sinta à vontade, por exemplo, em ajudar a criança na lição de casa. Por isso, para que não haja um desconforto entre todos, faça uma lista escrita com as obrigações profissionais dela. Não imponha nada: a relação entre pais e babá deve ser baseada em um consenso. Quando cada uma das partes deixa evidente o que espera da outra, as decepções são evitadas.

Comunique qual rotina deve ser seguida


Você sabe que é essencial para a saúde do seu filho que uma rotina seja seguida. Portanto, explique à babá detalhes como o horário em que ele deve se alimentar, tirar a soneca, brincar e dormir, por exemplo. Explique a ela qual a pomada é usada para assadura e a quais substâncias a criança é alérgica. A babá pode discordar de algum hábito da família – mesmo assim, deve seguir as práticas dos pais. Esclareça que não cabe a ela modificar as regras, sem comunicar anteriormente.

Também deixe explícito se haverá permissão para passear com seu filho pela rua ou para dar um medicamento em caso de febre. Pendure os comunicados mais importantes na porta do armário, para que fiquem sempre visíveis. Se você não combinar quais medidas devem ser tomadas nessas situações, poderá viver um momento de desconforto com a babá. Só é possível cobrar determinada postura dela se tudo já estiver negociado antes.

Tenham contato diário


Diga à babá qual forma de comunicação você prefere: chat online, mensagem de celular, ligação ou e-mail. Também deixe anotado em um papel outros números que possam ser contatados em caso de emergência – pode ser o dos avós ou de sua vizinha, por exemplo.

Mas atenção: não é só em situações extremas que vocês devem conversar. “A comunicação precisa ser constante. Todo dia, a babá deve contar aos pais se a criança se comportou de forma estranha, demonstrou falta de apetite ou raspou o joelho no escorregador do parquinho”, explica Patrícia Izidoro, psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Os momentos bons também podem ser compartilhados, como o filme que seu filho viu à tarde e adorou. Esse hábito de contato diário, além de beneficiar a criança, é uma forma de resolver possíveis desentendimentos de imediato. A relação de confiança vai se estabelecendo ainda mais.

Ninguém substitui ninguém


Nós sabemos que é difícil conciliar o trabalho com a vida pessoal. Mas não importa: mesmo que você trabalhe durante o dia inteiro, reserve ao menos um momento para ter contato com o seu filho. É comum que os pais cheguem em casa cansados, brinquem com o bebê e, quando ele faz xixi, chamem a babá para trocar a fralda. Evite esse tipo de situação: não delegue todas as tarefas à profissional. Sempre que estiver disponível, dê banho na criança, corte as unhas dela ou prepare a papinha. Essas tarefas só devem ser incumbidas a outra pessoa na ausência dos pais.

E se seu filho sentir falta da babá? Você até pode ter ciúmes. Mas pense: se está sentindo falta, é porque é bem tratado e tem carinho por ela! Diga, em resposta: “Ela é uma querida mesmo. Na segunda-feira, a gente pode reencontrá-la! Eu também sinto sua falta quando estou no trabalho”. Fique tranquilo – ninguém substitui ninguém. “A babá está ali para somar, e não para assumir o posto dos pais. Ela só ocupará o lugar da mãe se a vaga não estiver preenchida”, afirma a psicóloga. E não importa que ela passe mais tempo com a criança do que você. É qualidade dos momentos de união que importa – e não a quantidade. Há espaço para todo mundo!

Fonte: Revista Crescer



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Tem um filho difícil de lidar? Agradeça!

Crianças com temperamento forte podem se tornar adultos firmes e bem fundamentados. Isso ocorre quando adquirem autoconfiança em sua infância e adolescência.


Alguns comportamentos diferentes logo nos primeiros meses de vida já avisam que a criança é única. Recusa em se alimentar, birras, carrancas, comportamento inadequado com irmãos e primos, frieza diante de castigos e correções e isolamentos podem apontar que este filho dará um trabalhinho extra.

Essa criança normalmente age de uma forma em casa, na presença de familiares e de outra completamente diferente na escola ou entre amigos, sendo muito fechada e desobediente no primeiro ambiente e sorridente e amigável no segundo. Além de querer ter razão em tudo o que faz e quer. Hora de buscar ajuda? Talvez. Mas não é necessário pensar que ela possua algum problema comportamental sério, pode ser apenas zelo em manter seu temperamento forte. E a convivência com pessoas que a entendam ao invés de apontar o dedo a ajudará a ampliar seus ideais.

Atitudes, regras e horários devem ser mantidos apesar de todos os esforços deste filho para mudar porque não os quer cumprir. E serão muitas tentativas, além de extremamente dramáticas! Ceder e oferecer uma exceção só causará mais transtornos e alongará o caminho de volta aos limites. A postura e o não precisam fazer parte da rotina. Explicar infinitas vezes o porquê da regra existir será um teste de paciência. Se houver irmãos, as regras devem ser sempre iguais, sem privilégios para o que não obedece de forma alguma. Com sabedoria e sem agressão física ou verbal, a criança vai aderir, pois não terá outra opção.
Apesar de tomar cuidado para não bater de frente, os limites precisam ser respeitados. Permitir e respeitar a escolha é muito importante para o pequeno perceber que a opinião dos adultos não mudará e que ele deve se adaptar com as regras de convivência estabelecidas. Se a regra diz que se deve emprestar os brinquedos e a criança não cumprir, ela também não usará o brinquedo de outrem. Acusações e rotulagem farão com que a autoestima seja perdida.
Poderão ocorrer situações onde a criança tentará de qualquer forma conseguir o que quer. Pode até colocar sua própria vida em risco. Mas é somente para chamar a atenção dos pais ou responsáveis que ela o faz. Com calma, ignorando o fato, saindo de cena ou abraçando-a forte para que sinta que o amor parental é maior do que o erro cometido, o cenário mudará. É importante respeitar sua liberdade sempre.
Descobrir os motivos pelos quais a criança se recusa a obedecer também é importante. Às vezes pode ser um medo apenas, algo que pode ser mudado com carinho e atenção, usando de empatia mesmo que as opiniões sejam completamente divergentes. Pode até ser que fosse desta atenção que ela precisava. Converse com calma, conte histórias, experiências e novamente explique porque a regra precisa ser cumprida. Lembrando que ceder transmitirá a mensagem de que as regras não são tão importantes assim e confundirá todo o aprendizado até então.
Já durante a adolescência será possível visualizar o caráter formado através dos limites estabelecidos e do amor concedido, mesmo havendo recaídas comuns pela fase instável.
Seguindo sempre o mesmo estilo de manter regras, limites e amor incondicional, o crescimento continuará e este filho se tornará um adulto líder, confiante, que não cede a pressões nem desiste de seus objetivos facilmente. E é de adultos assim que o mundo mais precisa.

Fonte: Família.com.br

terça-feira, 21 de outubro de 2014

12 maneiras de ser a PIOR mãe do mundo


Uma vez, eu saí da loja, sem dar a bolacha que meu filho fez birra para conseguir. Uma mulher me parou no estacionamento e me disse que eu era a melhor mãe naquele local. Já minha filha não tinha tanta certeza disso. Quando seus filhos lhe disserem que você é má, tome isso como um elogio. A nova geração tem sido chamada de a mais preguiçosa, mais rude, e a com mais títulos da história. As histórias sobre crianças que são difíceis de lidar assustam até a melhor das mães. Novidade: não são apenas as crianças, são os pais. É fácil querer jogar a toalha e desistir de brigar com seus filhos. Afinal, todas nós não queremos ser a mãe legal? Não desista. Eles podem pensar que você é malvada agora, mas eles vão agradecer-lhe mais tarde.

Aqui estão 12 maneiras de ser a pior mãe do mundo:

1. Faça seus filhos irem para a cama a uma hora razoável

Será que existe alguém que não tenha ouvido o quão importante uma boa noite de sono é para o sucesso de uma criança? Faça seu papel de mãe e coloque seu filho na cama. Ninguém nunca disse que a criança tinha que querer ir para a cama. Eles podem brigar no início, mas com persistência, eles aprenderão que você está falando sério. E depois é só aproveitar para ter um tempo só seu ou para o casal.

2. Não dê a seus filhos sobremesa todos os dias

Doces devem ser guardados para ocasiões especiais. Isso é o que os deixa mais gostosos. Se você ceder às exigências de seu filho de ter doces o tempo todo, ele não vai apreciar o gesto quando alguém lhe oferecer um doce como recompensa ou presente. Além disso, imagine quanto isso pode custar caro quando o levar ao dentista e ao médico.

3. Faça-os pagar por suas próprias coisas

Se você quer algo, você tem que pagar por aquilo. É assim que funciona a vida adulta. Para conseguir tirar seus filhos do porão no futuro você precisa ensiná-los agora que eletrônicos, filmes, videogames, esportes e acampamentos que eles gostam têm um preço. Se eles tiverem que pagar tudo ou pelo menos parte do preço eles irão apreciar mais. Você também pode evitar pagar por algo que seu filho queira somente até conseguir aquilo. Se ele não está disposto a ajudar a pagar pelo menos metade, ele provavelmente não queira aquilo tanto assim.

4. Não mexa os pauzinhos

Alguns jovens têm dificuldade quando começam a trabalhar e percebem que as regras também se aplicam a eles. Eles precisam chegar no horário e fazer o que o chefe mandar. E (ai, ai!) parte do trabalho eles nem gostam de fazer. Se você não gosta do professor do seu filho, do seu parceiro de ciências, sua posição no campo de futebol ou no ponto de ônibus evite a tentação de mexer os pauzinhos para que seu filho consiga as coisas do jeito que ele preferir. Você está roubando a chance do seu filho de tirar o melhor e aprender com a situação. Lidar com uma situação menos que ideal é algo que ele terá que fazer o tempo todo na vida adulta. Se a criança nunca aprender a lidar com isso, você a está levando ao fracasso.

5. Faça-os fazer coisas difíceis

Não interfira automaticamente e tome conta quando as coisas se tornarem difíceis. Nada dá a seus filhos um melhor impulso de confiança do que não fugir do problema e realizar algo difícil por eles mesmos.

6. Dê-lhes um relógio e um despertador

Seu filho estará melhor se aprender as responsabilidades de controlar seu próprio tempo. Você não estará sempre lá para pedir pra ele desligar a TV e ir para seus compromissos.

7. Não compre sempre o melhor e o mais recente

Ensine seus filhos a terem gratidão e satisfação pelo que eles têm. Estar sempre preocupado com o próximo grande lançamento e quem já o tem vai levá-los a uma vida de dívidas e infelicidade.

8. Deixe-os experienciar a perda

Se seu filho quebrar um brinquedo, não compre um novo para substituí-lo. Ele vai aprender uma valiosa lição sobre cuidar de suas coisas. Se seu filho esquecer de entregar uma tarefa na escola, deixe-o ficar com uma nota mais baixa ou faça-o ir conversar por si mesmo com a professora sobre conseguir crédito extra. Você estará ensinando responsabilidade - quem não quer filhos responsáveis? Eles podem ajudá-la a se lembrar de todas as coisas que você se esquece de fazer.

9. Controle a mídia

Se todos os outros pais deixassem seus filhos pularem de uma ponte você também deixaria? Não deixe seu filho assistir a um filme ou jogar um videogame que seja inapropriado para crianças só porque as outras crianças o fizeram. Se você defender e lutar por manter a educação decente de seus filhos outros podem seguir suas ações. Crie uma pressão positiva.

10. Faça-o se desculpar

Se seu filho fizer algo errado, faça-o confessar e enfrentar as consequências. Não varra a grosseria, bullying, ou desonestidade pra debaixo do tapete. Se você errar, dê o exemplo e encare as consequências de seu erro.

11. Importe-se com suas maneiras

Até mesmo crianças pequenas podem aprender as noções básicas de como tratar outro ser humano com respeito e dignidade. Ao fazer da boa educação um hábito você estará fazendo a seus filhos um grande favor. Boas maneiras é o caminho certo para conseguir o que você quer. "Você pega mais moscas com mel do que com vinagre."

12. Faça-os trabalhar - de graça

Seja ajudando a avó no jardim ou voluntariando-se para ser tutor de crianças mais novas, faça o serviço parte da vida de seus filhos. Isso os ensina a olhar além de si mesmos e ver que outras pessoas também têm necessidades e problemas - às vezes maior do que sua própria.

Com todo o tempo que você passar sendo má, não se esqueça de elogiar e recompensar seu filho por comportamento excepcional. E sempre se certifique que eles saibam que você os ama. Com um pouco de sorte, seus filhos podem virar o jogo e fazer sua geração conhecida por sua esperança e promessa.

Fonte: família.com.br

domingo, 19 de outubro de 2014

Horário de Verão e a mudança na rotina das crianças

Saiba como driblar os efeitos do novo horário....


Neste domingo (19), à 0h, começa o horário de verão nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste - o que signifca que é preciso adiantar o relógio em uma hora neste dia. Pode parecer pouco tempo, mas essa mudança pode deixar o seu filho mais preguiçoso na primeira semana. Isso porque o relógio biológico das crianças (e o seu) precisa se acostumar, trazendo uma consequência maior principalmente no momento de dormir.

Segundo Arnaldo Lichtenstein, clínico geral do Hospital das Clínicas (SP), isso acontece porque o hormônio regulador do sono, chamado melatonina, é acionado pela falta de luz. Como “escurece” mais tarde durante o horário de verão (lá pelas 20h ainda pode estar claro), essa dinâmica é alterada.

Mau humor, cansaço, falta de apetite e preguiça estão entre os sintomas comuns no período de adaptação. As crianças que já têm uma rotina mais consolidada acabam sentindo mais. No entanto, o neurologista Leonardo Ireradi, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), alerta: “Não se deve dormir durante o dia para compensar a noite mal dormida”, e sim, ir se acostumando aos poucos com o novo horário.

Mas há também benefícios nessa mudança, sim! Uma pesquisa realizada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) identificou que no horário de verão pais e crianças passam mais tempo juntos (afinal, o período para se divertir ao ar livre é maior), sem contar na economia da conta de luz da sua casa.

Para driblar os efeitos do novo horário


- Não estranhe se o apetite do seu filho diminuir. Isso é normal, já que ele terá de comer uma hora mais cedo. “Vale nos primeiros dias oferecer à criança uma dieta mais leve e até priorizar os alimentos favoritos dela”, diz Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São Camilo (SP). Depois, gradualmente, volte com a alimentação normal.

- Para que o seu filho durma a quantidade de horas diárias de que ele precisa (veja tabela por idade), um dia antes da mudança de horário, coloque-o para deitar um pouco mais cedo. Nos outros dias, faça com que o ritual para dormir comece antes do que o comum. Se a criança adormece normalmente em 30 minutos, ela pode demorar mais do que isso durante a fase de adaptação ao novo horário.

- Evite alimentos pesados e estimulantes, como refrigerante e chocolate, antes da hora de dormir. E não inicie atividades físicas neste período, para não agitar as crianças.

- Crie em casa um ambiente tranquilo. Faça uma massagem no seu filho, leia um livro, invente uma história ou coloque uma música calma. Isso vai ajudá-lo a relaxar.

Fonte: Revista Crescer

sábado, 11 de outubro de 2014

Matemática é ensinada a crianças do Brasil com metodologia de Harvard

O Círculo da Matemática chegou a 66 escolas públicas de 10 cidades.
Objetivo é inovar no ensino, desenvolver o raciocínio e criatividade.

Uma nova proposta do ensino da matemática chegou a 7 mil alunos dos primeiros anos do ensino fundamental de 66 escolas públicas em 10 cidades brasileiras. É o Círculo da Matemática, uma pedagogia desenvolvida pelos professores Bob e Ellen Kaplan, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e trazida para o Brasil pelo Instituto Tim.
Pelo círculo, as aulas de matemática são oferecidas a turmas de no máximo 10 alunos. Não há carteiras, lição de casa ou provas. Somente cadeiras, em que os alunos, propositalmente, não param sentados. A fórmula é simples: as crianças são instigadas a responder as questões da professora na lousa com giz, sem qualquer tecnologia. Nenhum erro é reprimido, mas nenhuma resposta é oferecida sem ser debatida.


A base das aulas é uma reta numérica onde são ensinadas as operações e conceitos matemáticos. "Quais são números pares, e os ímpares, e os primos?", questiona a professora, enquanto os alunos disputam para respondê-la.
As aulas do círculo não substituem as da grade curricular de matemática das escolas, ou seja, são aulas extras e ocorrem uma vez por semana para cada turma. O objetivo é desenvolver o raciocínio das crianças, fazer com que elas pensem, esqueçam as fórmulas e a decoreba e acima de tudo aprendam a gostar de matemática. Tem funcionado. “Gosto de matemática porque é divertido, as pessoas que acham chato é porque não conhecem os números”, diz Maria Clara Barbosa Rodrigues, de 7 anos, aluna do 2º ano.
O principal lema que define a metodologia dos professores Kaplan de Harvard é “diga-me e esquecerei, pergunte-me e descobrirei.” Nas aulas, faz parte da metodologia chamar as crianças sempre pelos nomes e incentivá-las a entrar nas discussões.
Ajuda no raciocínio

Em São Paulo, uma das unidades contempladas é a da escola estadual Clorinda Danti, na Zona Oeste de São Paulo, que atende 480 alunos do 1º ao 5º do ensino fundamental. Uma das educadoras é Janaina Rodrigues de Almeida, de 29 anos, aluna de licenciatura de matemática pela Universidade de São Paulo (USP). “Nunca tinha dado aulas e ver a carinha das crianças quando elas descobrem algo é impagável. Nessa idade você as ajuda a contribuir com algo para o futuro. O círculo ajuda a pensar, a raciocinar”, afirma Janaína. 
A diretora da escola Rosana Osso de Miranda diz que o trabalho do círculo acabou influenciando o desempenho dos alunos nas demais disciplinas e até os professores da unidade. “Os alunos estão mais participativos e gerou uma reflexão nos professores de que eles podem fazer diferente.”
Harvard na periferia
Janaina de Almeida dá aulas de matemática na escola Clorinda Danti seguindo da metologia O Círculo da Matemática (Foto: Caio Kenji/G1)
Janaina de Almeida dá aulas de matemática na escola Clorinda Danti seguindo da metologia O Círculo da Matemática (Foto: Caio Kenji/G1)
O projeto chegou ao Brasil há um ano. A expectativa, de acordo com o coordenador do Círculo da Matemática no Brasil, Flavio Comim, é incorporar os alunos do 5º ano e formar educadores que já atuam como professores na rede pública para expandir o número de crianças atendidas. As escolas que recebem o círculo são escolhidas a partir de parcerias com as secretarias da educação e a preferência é optar por aquelas que possuem os piores desempenho no Índice de Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
“Parte do fracasso do ensino da matemática é o excesso de mecanização. Fazer matemática é fazer continha e muitas vezes é um negócio chato para as crianças. Seguimos uma abordagem que os professores Kaplan desenvolveram durante 20 anos, é um tipo de ensino muito exclusivo. É a pedagogia de Harvard para crianças da periferia do Brasil”, diz Comim.
Bob e Ellen Kaplan vêm ao Brasil frequentemente para formar professores. Eles dizem que se o professor explicar uma ideia para uma criança em matemática ou qualquer outra disciplina, ela não é estimulada a pensar. “Mas se o professor der uma problema atraente que precisa dessa ideia para a solução, ela vai descobrir isso para si mesma e sua autoconfiança irá aumentar”, diz Bob Kaplan, em entrevista por e-mail ao G1.
Para os estudiosos da matemática, a classe deve ser como uma conversa de animada entre amigos em uma mesa de jantar. “É claro que esses tipos de conversas só acontecem em pequenos grupos. Muitos, muitos mais professores devem ser treinados para fazer essas perguntas principais e moldar as conversas, e isso é o que fazemos em nossa formação de professores de matemática do círculo”, afirma Ellen.
Bob diz que o círculo não possui um método rígido, mas uma abordagem flexível, e foi adaptado por pessoas nas quais eles se incluem. “Assim como a música é feita para tocar junto, matemática (que é a mais bela das músicas) é feita por seres humanos para seres humanos, e feita para ser praticada coletivamente”, diz Bob.

Fonte: G1